Histórico do Bolsa Família
O Bolsa Família, criado no primeiro governo de Lula em 2003, resultou da fusão de diversos programas de transferência de renda, como o Bolsa Escola e o Auxílio Gás. A proposta era centralizar um sistema de proteção para famílias de baixa renda e implementar contrapartidas nas áreas de saúde e educação. Com o passar dos anos, o Bolsa Família se consolidou como uma das políticas sociais mais importantes do país, recebendo reconhecimento internacional por sua eficácia na redução da pobreza e da fome, com cerca de 19,28 milhões de beneficiários atualmente, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
No entanto, o programa passou por mudanças significativas com a entrada do governo de Jair Bolsonaro, que substituiu o Bolsa Família pelo Auxílio Brasil em 2021. Em meio à pandemia e ao período eleitoral, houve um aumento do benefício que subiu de R$ 400 para R$ 600. Com o retorno de Lula ao poder, o nome Bolsa Família foi reestabelecido em 2023, mantendo o piso de R$ 600, que foi elevado para R$ 691 em setembro de 2026.
Propostas de Lula para o programa
Lula considera o Bolsa Família uma ferramenta essencial no combate à fome e à pobreza. Durante seus primeiros mandatos, o programa cresceu de aproximadamente 3,6 milhões de famílias para 12,8 milhões, com aumentos relevantes nos valores dos benefícios. Em setembro de 2026, Lula descreveu o programa como “o melhor programa social criado no mundo” e reafirmou seu compromisso de mantê-lo enquanto houver demanda por assistência social. Ele enfatizou a importância de que o Brasil alcance um estágio em que não precise mais do Bolsa Família, investindo em educação e geração de empregos de qualidade.

No plano de governo para 2026, Lula se compromete a “manter, aperfeiçoar e ampliar” as políticas de proteção social, sem fixar um novo valor para o benefício, mas focando em garantir a continuidade do programa e a expansão dos benefícios voltados para crianças e adolescentes.
Propostas de Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro, ao longo de sua trajetória, inicialmente criticou programas de transferência de renda, mas a postura mudou com a ascensão de seu pai à presidência. Desde 2019, sua visão sobre o Bolsa Família se tornou mais positiva. Ele já declarou que programas como o Bolsa Família devem ser mantidos enquanto a população precisar de suporte do Estado. Sem especificar o nome do programa em seus planos, Flávio promete manter a assistência social existente, mas com ênfase na introdução de iniciativas que estimulem a qualificação e a inserção no mercado de trabalho.
Em suas falas, Flávio tem criticado o caráter eleitoreiro do recente aumento dos benefícios proposto por Lula e enfatizado a necessidade de uma gestão aprimorada do programa, combatendo distorções e fraudes. Seu plano inclui também garantir que as pessoas não sejam penalizadas por aumentos de renda imediatamente, permitindo uma transição mais suave para o emprego formal. Flávio argumenta que o Bolsa Família deve ser um ponto de partida para uma maior autonomia e inserção no mercado de trabalho.
Comparação das abordagens dos candidatos
Ambos os candidatos, Lula e Flávio Bolsonaro, abordam o Bolsa Família de maneiras distintas em sua campanha. Lula propõe a ampliação e o aperfeiçoamento do programa, reconhecendo sua importância contínua enquanto houver necessidade social. Já Flávio propõe a manutenção do benefício, com um foco em promover a formalização do trabalho e a qualificação profissional, buscando reduzir a dependência do Estado por parte da população.
As propostas refletem não apenas visões diferentes sobre a assistência social, mas também como cada candidato pretende equilibrar essa política com o desenvolvimento econômico e a geração de empregos no Brasil.


