O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou o envio de mensagens para os beneficiários do Bolsa Família, informando sobre o reajuste e a data do pagamento do benefício, que ocorreu em 19 de outubro de 2026, apenas seis dias antes do segundo turno das eleições.
Campanha de mensagens em massa antes das eleições
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou uma grande campanha de envio de mensagens via WhatsApp para informar os beneficiários do Bolsa Família sobre o pagamento do auxílio referente ao mês de outubro. A abordagem tem como objetivo destacar o reajuste do Bolsa Família, que teve o valor mínimo elevado para R$ 691.
Os pagamentos começaram no dia 19 de outubro de 2026 e se estenderão até o dia 21 de outubro. Essa antecipação ocorre apenas seis dias antes do segundo turno das eleições, o que levantou suspeitas de utilização eleitoreira da medida. A ação do governo se justifica, segundo a administração federal, como uma estratégia para mitigar as consequências das condições climáticas adversas causadas pelo fenômeno El Niño.

Reajuste do Bolsa Família e críticas da oposição
O reajuste do Bolsa Família, anunciado em 17 de setembro, gerou uma série de polêmicas, especialmente por parte da oposição, que considerou a medida uma manobra eleitoreira. Durante os primeiros três anos do governo Lula, o programa não recebeu nenhum ajuste no valor do benefício. O presidente defendeu o aumento ao afirmar que não tinha conhecimento do congelamento do auxílio antes de sua gestão.
Em resposta ao envio em massa das mensagens, a campanha do senador e candidato a presidente pelo PL, Flávio Bolsonaro, acionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), buscando a cassação da chapa de Lula por considerar que houve descumprimento da legislação eleitoral, que proíbe a publicidade de atos do governo nos três meses que antecedem as eleições, exceto em situações específicas.
Implicações legais do envio de mensagens
A defesa de Flávio argumenta que a estratégia do governo de disparar mensagens em massa para os cidadãos, especialmente aqueles inscritos no Bolsa Família, contraria as diretrizes eleitorais. Embora o governo sustente que os comunicados visam apenas informar os beneficiários sobre seus direitos e benefícios, a interpretação legal da situação está sendo questionada.
O Poder360 informou que a tática de comunicação do governo inclui não apenas o Bolsa Família, mas também outros programas, como o Gás do Povo e o Luz do Povo. A quantidade de envios de mensagens é considerável, e a administração federal não divulga dados específicos sobre o total de mensagens enviadas mensalmente.


