O governo de Luiz Inácio Lula da Silva antecipou os pagamentos de outubro do Bolsa Família, iniciados em 19 de outubro de 2026. A liberação dos valores reajustados abrange beneficiários de todo o país.
O reajuste de 15,04% havia sido anunciado em setembro, segundo as informações divulgadas pelo governo. A antecipação também foi prevista para novembro e dezembro, com justificativa ligada a riscos climáticos associados ao El Niño.
O programa atende aproximadamente 19,3 milhões de famílias brasileiras. O calendário antecipado encerra os depósitos antes do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro de 2026.

A Caixa Econômica Federal opera os pagamentos conforme calendário definido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS). A notícia trata do cronograma, da atualização dos valores e das formas de consultar e movimentar o benefício.
Calendário antecipado concentra pagamentos até 21 de outubro
No calendário original, os depósitos do Bolsa Família seriam distribuídos até 30 de outubro, de acordo com o último dígito do Número de Identificação Social (NIS). A antecipação concentrou os pagamentos em três dias, conforme o cronograma informado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS).
Em 19 de outubro, começaram a receber as famílias com NIS terminado em 1. O pagamento para quem tem final 2 ficou programado para 20 de outubro.
Em 21 de outubro, o calendário prevê depósitos para beneficiários com NIS terminado de 3 a 9 ou 0. Assim, a sequência reúne os finais de NIS que, no cronograma original, teriam datas distribuídas até o dia 30.
Os beneficiários podem consultar as informações e movimentar os valores pelo aplicativo Caixa Tem. Também é possível sacar em caixas eletrônicos, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui; quem não tem o cartão do programa pode usar biometria em caixas eletrônicos ou lotéricas.
Reajuste eleva benefício mínimo e adicionais do Bolsa Família
Com a atualização de 15,04%, o valor mínimo do Bolsa Família passou de R$ 600 para R$ 691 por família. O reajuste também alterou as parcelas adicionais, conforme a composição familiar.
O Benefício de Renda de Cidadania, pago por integrante da família, subiu de R$ 142 para R$ 164. A mudança se aplica ao valor individual previsto nessa modalidade do programa.
Para crianças de até sete anos incompletos, o adicional aumentou de R$ 150 para R$ 173. Já a parcela destinada a gestantes, nutrizes e crianças e adolescentes de sete a 18 anos incompletos passou de R$ 50 para R$ 58.
Ao anunciar o reajuste, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo estava fazendo o necessário para incorporar o aumento ao Orçamento previsto para 2026. Ele disse que a medida não representaria “solavanco” nem “mudança de rumo”.

