Flávio Bolsonaro apaga posts em que criticava Bolsa Família e chamava benefício de ‘bolsa

O candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, removeu de sua conta no X publicações em que criticava o Bolsa Família, chamando-o de ‘bolsa-farelo’. As postagens também tratavam do programa Renda Melhor, criado em 2011.

Exclusão de críticas ao Bolsa Família

O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), removeu de sua conta no X (antigo Twitter) diversas publicações nas quais criticava o Bolsa Família e o referia como “bolsa-farelo”. No passado, Flávio usou essa expressão não só para o benefício federal, mas também para se referir ao programa Renda Melhor, lançado pelo governo do Rio de Janeiro em 2011, que oferecia uma assistência adicional a famílias já beneficiárias do Bolsa Família.

Em uma de suas postagens, datada de 2011, Flávio expressou sua oposição ao projeto Renda Melhor, descrevendo-o como clientelista e eleitoral, e afirmou ter sido o único a votar contra a proposta. Desde a sua exclusão, essas postagens se tornaram inacessíveis, mas uma documentação anterior feita pelo Estadão permitiu registrar essas afirmações e o tom de crítica que caracterizava a visão de Flávio sobre o programa social.

Bolsa Família

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Mudanças no posicionamento de Flávio Bolsonaro

A mudança de discurso de Flávio Bolsonaro em relação ao Bolsa Família é notável. Em um vídeo recente, ele tranquilizou beneficiários do programa, assegurando que receber o Bolsa Família estaria garantido em sua administração. No entanto, há um histórico de postagens em que o candidato afirmava que o PT perpetuava a pobreza e usava o programa para manter dependência nas famílias, algo que contrasta com seu atual posicionamento.

Outras postagens excluídas por Flávio também continham comentários críticos sobre o Bolsa Família, incluindo uma que alegava que pessoas que recebiam o benefício não procuravam trabalho, sugerindo que estavam, portanto, “empregadas” na visão do PT. Além disso, em 2011, Flávio criticou um acordo para aumentar o auxílio, questionando o suporte financeiro que, segundo ele, favorecia campanhas do PT.

Diante da intensidade da discussão sobre sua postura, a coordenadora econômica de sua campanha, Daniella Marques, anunciou uma proposta de implementação de uma regra de transição para o Bolsa Família. A nova regra, segundo ela, permitiria que beneficiários do programa pudessem abrir seus próprios negócios ou aceitar ofertas de trabalho com a garantia do retorno ao benefício caso as novas iniciativas não prosperassem.

Este novo enfoque sugere que, embora Flávio tenha criticado o Bolsa Família anteriormente, sua campanha agora busca divergir para um aprendizado com as críticas e uma proposta que visa dar autonomia aos beneficiários do programa.