Direita aumenta o IPTU em São Paulo. Veja como votaram

A recente atualização do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) na cidade de São Paulo gerou debates intensos entre as diferentes alas políticas da Câmara Municipal. A aprovação do projeto de lei, que altera a base de cálculo do IPTU para 2026, foi marcada por uma divisão clara entre os vereadores de direita e os de esquerda. Neste artigo, exploraremos os detalhes dessa revisão, as implicações para a população e como os vereadores votaram.

O projeto, enviado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), foi aprovado em segunda votação com 30 votos favoráveis e 19 contrários. A proposta proposta buffou o teto de aumento anual do IPTU em 10% para imóveis residenciais e comerciais, uma mudança significativa em relação ao limite anterior, que permitia aumentos de até 15% para imóveis comerciais. Essa alteração, além de cronometrar os aumentos anuais, ainda abrirá espaço para que os contribuintes possivelmente enfrentem um aumento acumulativo de até 50% em cinco anos. No entanto, junto com esse aumento, uma boa notícia é a ampliação do número de imóveis isentos de IPTU, principalmente na periferia da cidade.

Impacto do Aumento do IPTU na População

O debate em torno do aumento do IPTU é repleto de nuances e desdobramentos que merecem atenção. Para muitos moradores de São Paulo, especialmente os que vivem em áreas mais carentes, o aumento do imposto pode representar um fardo financeiro considerável. A principal crítica da oposição, composta predominantemente por partidos de esquerda, menciona que a atualização da Planta Genérica de Valores (PGV) tende a penalizar os moradores das periferias, enquanto aqueles que residem em áreas centrais podem se beneficiar com a valorização dos imóveis.

O vereador Dheison Silva (PT) expressou preocupação ao afirmar que essa mudança favorece os ricos e prejudica aqueles que já enfrentam desafios financeiros. Ele argumentou que a revisão do PGV resulta em um aumento da carga tributária para os cidadãos da periferia, onde o valor dos imóveis não se equipara ao dos bairros mais privilegiados. Isso levanta a questão: como o governo pode apoiar a parte mais vulnerável da população em um cenário de aumento de impostos?

Direita aumenta o IPTU em São Paulo. Veja como votaram

A votação na Câmara Municipal refletiu claramente a divisão política entre os vereadores. Dos 30 votos favoráveis, a maior parte veio de partidos da direita, ligadas ao bolsonarismo e ao prefeito Ricardo Nunes. O apoio ao projeto foi visto como uma forma de garantir a arrecadação necessária para investimentos em infraestrutura e serviços públicos.

Como os vereadores votaram

Vamos analisar quem votou a favor e quem se opôs ao aumento do IPTU:

Voto Vereador(a) Partido
Sim Ana Carolina Oliveira Podemos
Sim André Santos Republicanos
Sim Carlos Bezerra Jr. PSD
Sim Danilo do Posto de Saúde Podemos
Não Alessandro Guedes PT
Não Celso Giannazi PSOL
Não Hélio Rodrigues PT
Não Jair Tatto PT
Não Marina Bragante Rede
Não Silvia da Bancada Feminista PSOL

A lista acima mostra a polarização dos votos, com a maioria da bancada da direita alinhando-se ao aumento do imposto, enquanto a bancada da esquerda se opõe veementemente. É importante ressaltar que a maioria dos vereadores da esquerda argumenta que o aumento da carga tributária torna a vida da população ainda mais difícil em um contexto de aumento do custo de vida.

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A visão de quem apoia o aumento do IPTU

Aqueles que votaram a favor do aumento defendem que tal medida é essencial para a sustentabilidade das contas públicas e a manutenção dos serviços municipais. Para muitos vereadores, o aumento gradual do IPTU é visto como uma forma de equalizar a arrecadação, garantindo que todos contribuam de acordo com suas possibilidades financeiras.

Votantes a favor do aumento alegam que o novo teto de 10% é uma proteção contra aumentos explosivos e que a reformulação na isenção de imóveis de baixo padrão deve ajudar a mitigar os impactos nas áreas mais vulneráveis.

Ainda assim, a dúvida persiste: será que essa lógica de proteção é realmente suficiente? Os moradores sentem que estão sendo apoiados ou, na verdade, estão sendo sobrecarregados com mais um imposto que poderão ter dificuldade para pagar?

Implicações para o futuro da cidade

A atualização do IPTU em São Paulo é uma indiferença complexa com diversos desdobramentos. Com o aumento, será essencial observar o comportamento do mercado imobiliário nos próximos anos e como ele afetará a vida dos cidadãos.

Em termos de política pública, a administração da arrecadação do IPTU deve ser feita de forma transparente e responsável, com investimentos claros que mostrem aos contribuintes que o dinheiro arrecadado está sendo utilizado em melhorias concretas na infraestrutura urbana.

Perguntas Frequentes

Qual é a principal mudança no cálculo do IPTU?
A principal mudança foi a redução do teto de aumento anual de 15% para 10% para imóveis comerciais, mantendo 10% para residenciais.

Quantos votos foram favoráveis ao aumento do IPTU?
A proposta recebeu 30 votos favoráveis e 19 contrários.

Quais os benefícios da nova regra de isenção do IPTU?
A nova regra amplia o número de imóveis isentos de IPTU, principalmente em áreas de interesse social, que agora excedem 1 milhão.

As áreas mais pobres da cidade perderão com o aumento?
A oposição argumenta que esses moradores poderão ser mais afetados, com aumentos desproporcionais em comparação às áreas ricas.

O que dizem os vereadores a favor do aumento do IPTU?
Os defensores do aumento acreditam que isso é necessário para garantir serviços públicos de qualidade e equilibrio nas finanças da cidade.

Como os cidadãos podem se posicionar sobre essa questão?
Os cidadãos podem participar das audiências públicas, discutir o tema em suas comunidades e também se expressar nas redes sociais e com seus representantes.


O aumento do IPTU em São Paulo é um tema polarizador que destaca as tensões entre a necessidade de arrecadação e a realidade econômica da população. A análise dos votos dos vereadores revela as divisões políticas que, por sua vez, refletem as prioridades de cada grupo. A questão de como o aumento impactará a vida diária dos cidadãos é um aspecto central desse debate, que requer atenção contínua e participação da sociedade civil.