A aprovação do novo projeto de lei que atualiza a base de cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em São Paulo é um marco importante na gestão fiscal da cidade. A Câmara Municipal votou, em primeira instância, a favor do Projeto de Lei (PL) 1130/2025, que irá impactar diretamente o valor venal dos imóveis a partir de 2026. Com 28 votos favoráveis e 19 contrários, a medida é um reflexo da necessidade de atualização das diretrizes tributárias na metrópole, visto que a última revisão da Planta Genérica de Valores (PGV) estava defasada.
Câmara de SP aprova em primeiro turno nova base de cálculo do IPTU em 2026
A Câmara de SP aprova em primeiro turno nova base de cálculo do IPTU em 2026, o que representa uma mudança significativa para a administração tributária da cidade. O IPTU é o imposto que todos os proprietários de imóveis devem pagar anualmente, e o valor é calculado com base na PGV, que é uma tabela que determina o valor dos imóveis na cidade. O prefeito Ricardo Nunes, do MDB, enviou essa proposta ao legislativo em setembro, com o intuito de modernizar e adequar a tributação à realidade econômica da cidade.
Uma das principais inovações da proposta é a implementação de uma “trava” no reajuste do imposto, buscando equilibrar as oscilações do mercado imobiliário. Essa medida está sendo vista como uma forma de segurança para os donos de imóveis, evitando aumentos abruptos na cobrança. Para os imóveis residenciais, o aumento máximo permitido será de 10%, enquanto que para as propriedades comerciais, esse teto cairá de 15% para 12%. Essa modificação busca assegurar que o aumento esteja em conformidade com a realidade do mercado, evitando que os contribuintes sejam sobrecarregados.
A ampliação da faixa de isenção do IPTU
Outra alteração de grande destaque no projeto é a ampliação da faixa de isenção do IPTU, que irá beneficiar a população de menor renda. O limite de valor venal para a isenção automática passará de R$ 120 mil para R$ 150 mil. Essa mudança é uma resposta direta às demandas sociais da cidade, buscando proporcionar alívio financeiro aos cidadãos que enfrentam dificuldades econômicas. Além disso, proprietários de um único imóvel residencial avaliado em até R$ 260 mil também serão isentos do imposto, um aumento em relação ao teto atual de R$ 230 mil. Essa medida tem o potencial de aliviar a carga tributária sobre aqueles que mais precisam, demonstrando um compromisso da administração pública com a inclusão social.
Impactos econômicos e a previsão de arrecadação
Com a implementação dessa nova base de cálculo, a administração municipal projeta um aumento na arrecadação do IPTU na ordem de R$ 2,5 bilhões por ano. Essa previsão de aumento na receita tributária é fundamental para sustentar os investimentos em infraestrutura, saúde, educação e segurança, áreas que necessitam de constante atenção em uma metrópole como São Paulo. Entretanto, é crucial que a alocação desses recursos seja feita de maneira responsável e transparente, garantindo que a população sinta na prática os benefícios dessa arrecadação adicional.
Além disso, o aumento da arrecadação pode auxiliar no equilíbrio fiscal da cidade, permitindo que a gestão pública tenha mais liberdade para implementar políticas públicas que visem melhorar a qualidade de vida dos paulistanos. A expectativa é que essas mudanças não apenas gerem receitas, mas que também proporcionem um ambiente mais justo e dinâmico para todos os setores da sociedade.
As próximas etapas do projeto
O projeto agora seguirá para audiências públicas, onde a população poderá expressar suas opiniões e fazer sugestões sobre a proposta. Esse espaço de diálogo é essencial, pois promove a participação cidadã e permite que as questões levantadas pela comunidade sejam consideradas antes da votação em segundo e definitivo turno. É uma oportunidade para os cidadãos se engajarem no processo democrático e contribuírem com sugestões que podem enriquecer ainda mais a proposta.
Essas audiências também servem para que os vereadores apresentem as orações e os dados que sustentam a necessidade da nova legislação. Em um momento de polarização política, é fundamental que as decisões sejam fundamentadas, levando em consideração as vozes dos eleitores.
Perguntas frequentes
A seguir, listamos algumas perguntas comuns sobre a nova proposta de atualização da base de cálculo do IPTU em São Paulo.
O que é a Planta Genérica de Valores (PGV)?
A PGV é uma tabela que estabelece os valores venais dos imóveis na cidade, servindo como base para o cálculo do IPTU. É revisada periodicamente para se adaptar às oscilações do mercado imobiliário.
Qual é o objetivo da atualização da PGV?
O principal objetivo é adequar a cobrança do IPTU à realidade econômica atual, garantindo um recolhimento justo que reflita o valor real dos imóveis e considerando as necessidades da população.
Como ficará a isenção do IPTU para imóveis de menor valor?
O projeto propõe um aumento no limite de isenção automática de R$ 120 mil para R$ 150 mil, visando beneficiar mais proprietários de imóveis de menor valor.
Qual será o impacto financeiro da nova lei para a população?
A expectativa é de que a nova base de cálculo resulte em um aumento na arrecadação de R$ 2,5 bilhões por ano, que poderão ser usados para investimentos em áreas essenciais, como saúde e educação.
O que acontece agora que a Câmara aprovou o projeto?
Após a aprovação inicial, o projeto seguirá para audiências públicas para discussão e somente depois voltará para votação em segundo turno.
Como os cidadãos podem participar do processo de revisão do IPTU?
Os cidadãos têm o direito de participar das audiências públicas, onde poderão expressar suas opiniões e contribuir com sugestões sobre o projeto.
Conclusão
A aprovação do novo projeto de lei que atualiza a base de cálculo do IPTU em São Paulo é um passo significativo em direção a uma administração tributária mais justa e eficiente. A Câmara de SP aprova em primeiro turno nova base de cálculo do IPTU em 2026, uma decisão que promete impactar positivamente a forma como os impostos são cobrados na maior metrópole do Brasil. A ampliação das faixas de isenção e a adoção de limites máximos para o aumento do imposto demonstram um esforço claro para tornar a tributação mais equitativa e consciente das realidades econômicas enfrentadas pela população.
É de suma importância que, nos próximos passos, a administração pública continue ouvindo a população e se utilizando dos recursos disponibilizados de maneira a melhorar a qualidade de vida em São Paulo. O projeto, que ainda passará por avaliações e audiências, é um indicativo de que há um caminho a ser trilhado rumo a uma gestão fiscal que promova justiça social e inclusão. Com isso, espera-se que a coleta de impostos não seja apenas uma obrigação financeira, mas uma ferramenta para o desenvolvimento e melhoria da vida urbana na capital paulista.

