Câmara aprova reajuste do IPTU em Guarulhos após projeto voltar à pauta; imposto está congelado desde 2017

A Câmara Municipal aprovou o reajuste do IPTU em Guarulhos em 19 de outubro de 2026. O projeto segue para sanção do prefeito Lucas Sanches (PL).

O imposto está congelado desde 2017, e a proposta foi enviada à Câmara pela Prefeitura de Guarulhos. Antes da aprovação, o projeto voltou ao Legislativo para novos estudos.

A votação envolve os contribuintes do município e ocorreu após questionamentos da oposição sobre a rapidez da tramitação. O resultado foi de 24 votos favoráveis, 8 contrários e uma abstenção.

A discussão também abrange a atualização da Unidade Fiscal de Guarulhos (UFG) e a justificativa da administração municipal. Segundo a prefeitura, não há aumento real do IPTU, mas correção da inflação do período.

Como será calculado o reajuste do IPTU

A proposta prevê três fórmulas de cálculo, com reajustes de 10%, 12,5% e 15%. O texto não detalha como cada fórmula será aplicada aos imóveis.

Antes da votação do projeto, os vereadores aprovaram a atualização da Unidade Fiscal de Guarulhos (UFG), usada como base para calcular o imposto. O valor da unidade passou de R$ 3,10 para R$ 4,80.

Em material enviado aos vereadores da base governista, técnicos da prefeitura estimaram que o aumento médio do IPTU na cidade seria de 5,88%. O líder do governo na Câmara, vereador Wellington Bezerra (PRTB), afirmou que o congelamento do tributo nos últimos anos prejudicou os investimentos no município.

Enviar pelo WhatsApp compartilhe no WhatsApp

Projeto voltou à pauta em meio a questionamentos e divergências

Em 16 de outubro de 2026, a Câmara desconvocou uma sessão extraordinária e devolveu o projeto à prefeitura para novos estudos. A tramitação havia sido questionada por vereadores da oposição, que criticaram a rapidez da análise e a inclusão da proposta em uma sessão convocada e cancelada no mesmo dia.

Na mesma data, veículos da Guarda Civil de Guarulhos foram vistos com as luzes ligadas na mineradora Pau Pedra, onde um dos sócios é Fausto Miguel Martelo (Republicanos), presidente da Câmara. Parlamentares da oposição disseram que a fiscalização poderia ter sido uma retaliação à decisão de não votar o projeto em regime de urgência, como queria o prefeito Lucas Sanches (PL).

Depois de retornar à prefeitura, a proposta foi novamente incluída na pauta do Legislativo. Martelo não concedeu entrevista gravada e, durante a sessão de 19 de outubro, pediu que as discussões fossem abreviadas para acelerar a votação.

Em nota, a Prefeitura de Guarulhos afirmou que o reajuste do IPTU não representa aumento real, mas correção da inflação do período, determinada pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas do Estado. Os pedidos de entrevista ao prefeito Lucas Sanches, feitos desde a semana anterior e renovados em 19 de outubro, não tiveram resposta até a última atualização da reportagem; as solicitações também abordavam a fiscalização na mineradora.